Vivendo no Mundo da Lua

Thursday, December 30, 2004

FELIZ ANIVERSÁRIO PARA O FELIPE!!

Como saber se você gosta de alguém? É fácil:

1 – É uma pessoa cujas ligações nunca incomodam, e de quem visitas inesperadas são sempre bem-vindas?
2 – Essa é a primeira pessoa para quem você liga quando acontece algo legal? E é no ombro dela que vai chorar quando dá tudo errado no seu dia?
4 – Você é capaz de falar horas e horas sobre ele, sobre o que ele fez ou disse e coisas assim, até que não tenha mais ninguém minimamente disposto a te ouvir?
5 – Ele é a única pessoa capaz de te fazer sorrir quando queria mesmo era chorar?
6 – É seu amor? Real E imaginário?

Quando vocês pensam nessa pergunta, o rosto de quem surge nas mentes dos meus queridos leitores? Para mim a resposta é fácil.

De vez em quando pessoas que não me conhecem direito têm a impressão errada de que eu sou uma menina boazinha, acertada e correta. Não sabem da missa a metade, os pobres… Houve um tempo – não tão atrás assim - em que tentei não seguir as regras da convivência humana. Uma crise de adolescência tardia que me levou a atitudes ligeiramente auto-destrutivas... E sabem o que mais? Quando eu já estava desistindo reapareceu na minha vida um moço chamado Felipe.

Reapareceu porque eu já conhecia o rapazinho em quem acordo todos os dias pensando há alguns anos... mas foi só esse ano que as margaridas tiveram que se esconder, porque eu resolvi pegar florzinhas e começar a tirar pétala por pétala só para saber se ele estava destinado ou não a ficar do meu lado.
Poderia ter passado ainda muito tempo fazendo aqueles joguinhos de contar letras dos nomes (meu e dele), ou pulando corda cantando o alfabeto até errar e descobrir como começaria o nome do meu futuro marido e outras besteiras do gênero. Como último recurso tinha ainda aquela célebre simpatia para ser feita no dia de Santo Antônio (mas aí ia ter que esperar quase um ano): escrever os pretendentes em pequenos pedaços de papel, dobrá-los todos da mesma forma e colocá-los em uma bacia (virgem, claro) com água - no dia seguinte, o papel que estivesse desenrolado seria o felizardo (mas e aí se não abrisse nenhum? E se abrissem todos? Complicado isso...)
Nem precisei de tudo isso, porque o moço em questão objeto das minhas atenções prestou atenção rapidinho onde que tantos imeios queriam chegar.

Tem gente que pensa que para conquistar um coração é preciso gastar uma dinheirama, se comportar muito bregamente contratando seresteiros e fazer papelão em público (sinceramente, agradeço nunca terem feito isso comigo, porque demonstrações amorosas típicas de "Domingo Legal" são boas para rir com a tv, mas embaraçosas por demais)... O céu é o limite para corações loucos de paixonite aguda. Humpf! Não sabem nada e deveriam tomar umas aulas com o meu amor.

É só escutar o que a gente fala... e rir das nossas besteiras e esquisitices. Ah, e se interessar pelos livros que a gente lê (pelos hobbies em geral, viram rapazes?) E nos afirmar que estamos lindas o tempo todo (adoro ouvir isso), e elogiar a roupa quando entramos no carro... e ter paciência com nossas amigas tagarelas, e achar engraçado quando temos treino numa sexta-feira à noite, ou não se incomodar com programações alucinadas. É aconselhável ligar no meio do dia para mandar um beijo.

Tudo bem: ele não gosta dos meus CDs esquizofrênicos – mas me deixa escutá-los no carro, considera meu All Star rosa algo meio estranho (“fashion”, disfarça ele), ri de mim o tempo todo e é meio perdido, conseguindo ser mais atrasildo que eu.

Mas eu juro por esses olhos que a terra há de comer: é difícil reclamar do Felipe. Nem que eu quisesse muito eu conseguia. Meu namorado não erra! No máximo, se engana um bocadinho. E compensa todos os meus defeitos com suas qualidades.
É um rapaz ajuizado e muito trabalhador, com um senso de responsabilidade que sempre me surpreende, e um formalismo estranho que me diverte. Quem mais vocês conhecem que escreve um imeio para a namorada dizendo que o hábito da leitura é “deveras salutar” e assina com nome e sobrenome? E quando eu faço uma pergunta absurda e ele leva a sério e emposta a voz para responder? Ai, ai, ai como me divirto com esse mocinho.
Se eu soubesse, lá nos meus tenros 15 anos, que dez anos mais tarde haveria um mocinho sensacional reservado para entrar na minha vida teria passado esse tempo muuuuuito mais tranqüila, sem tantas crises de coração partido. Ele desperta em mim a vontade de ser uma pessoa melhor, de me esforçar mais para ser tudo o que eu posso. E me faz sorrir como nenhum outro.


HOJE ELE FAZ ANIVERSÁRIO!! MUUUUITOS PARABÉNS, MEU LINDO.

DESEJO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, TUDO DE MELHOR PARA VOCÊ.

Wednesday, December 29, 2004

Sobre o Natal

Que o Natal é uma festa de família todos sabem... a idéia é reforçada a cada ano pelos filmes americanos natalinos, pelos especiais de fim de ano infantis, pela Igreja.

Mas eu de vez em quando me pergunto se as pessoas têm noção do que significa um feriado em família. Isso considerando que Natal (ou qualquer outro feriado significativo) sem família para mim é simplesmente inconcebível.

Não é apenas sentar e comer à beça rodeado por um monte de gente que vocês só vêem uma vez por ano, não!!

Natal é aquela festa onde as risadas se ouvem do lado de fora da casa, com crianças correndo por todos os lados, as mães e tias colocando a conversa em dia, primos e primas contando histórias.

Tem sempre aquele pequenino que fica desolado quando passa da meia-noite e Papai Noel ainda não chegou.

No meu caso tem sempre fogos de artifício. :)

Tem também quitutes deliciosos, torta de nozes, rabanada e troca de presentes (e aí nesse caso é muito bom ter família grande, porque a gente ganha um monte de presentes!!).

Mas o bom mesmo é na hora que todo mundo vai para a sala, dá as mãos, pega o livrinho com as orações e agradece a Deus por um ano tão bom.

Esse ano lá em casa a família já estava tão grande que quase não coube. As crianças cresceram e viraram adultos, e levaram suas crianças, e então a roda cresceu.

E ver todos chorando com a lembranças daqueles que se foram, ou sorrindo da voz incerta do mais novinho lendo a oração final a cada ano me renova a fé e a esperança.

E quem duvida que Deus exista tem que passar um Natal com a minha família, porque Ele sempre está por lá.

Thursday, December 23, 2004

Lista

... de assuntos que eu prometojurogaranto que vou comentar antes do ano que vem:

- Aniversário da Let e da Carol
- Venenoculto
- Comilança natalina

E os programas de índio de ano novo eu espero até chegar mais perto para ficar devendo a vocês, ok?

Beijocas.

PS: Não deixem de ver "Os Incríveis". O desenho é divertidíssimo, e o curta da ovelha no início é a prova de que esse pessoal de animação toma psicotrópicos pesados.

Monday, December 20, 2004

Fim de Ano

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente." Carlos Drummond de Andrade

Não tenho mais nada a acrescentar por hoje.

Wednesday, December 15, 2004

Ufa!

Confesso para vocês: brincar de escritório é bacana e tal... a gente tem crachá pra entrar, ganha um monte de ticket pra comer, tem mesa com telefone, computador, impressora, grampeador e papéis; o porteiro te leva muito mais a sério e a conta bancária agradece.

Tudo bem, mas o servidor do trabalho bloqueia o blogspot... e depois de um dia inteiro no computador tudo o que eu menos quero é ligar o bichinho de casa.

Só para deixar registrado: estou escrevendo pouco também porque meus assuntos agora giram em torno do casamento, e eu prometi que tentaria evitar o tema.

Beijocas, queridos leitores. E beijocas especiais para a Joaninha, que é "leitora que faz" e deixa comentários neste espaço.

Thursday, December 09, 2004

Eu deveria ver mais TV...

Assim saberia que a Regina Casé está fazendo uma série de reportagens para o "Fantástico" sobre a 3a Idade.

Li sobre isso hoje, na coluna da Cora Ronái (é a colunista do Segundo Caderno que é fã das capivaras da Lagoa).

Como não tenho o menor hábito de me preocupar em assistir o Fantástico, perdi a primeira reportagem... vou ver se no domingo lembro de ver.

Tuesday, December 07, 2004

Na terceira idade...

Hoje a Moca foi bater ponto em um dos seus programas fa-vo-ri-tos: resolver pendências no INSS.

Leitor solitário, tem que ir lá pra acreditar: o cidadão tem que chegar cedo (sim, porque depois das 10hs já se esgotaram as senhas), ficar hooooras sentado esperando chegar a sua vez (porque todo posto de atendimento do INSS que se preze tem apenas 2 atendentes), aí quando o numerinho que aparece no mostrador eletrônico corresponde àquele que está na sua mão o sistema está fora do ar (CLAROOBVIOEVIDENTE), idosos revoltados brigando com todo mundo (tá bom, tá bom... para esse eu me inspirei no meu avô)... para mais detalhes a respeito do tema favor contactar a famosa Mamãe Borges, que de tão especialista em INSS deveria escrever um manual para os desavisados.

Mas esse post nem é para ficar o tempo todo criticando a instituição não... na verdade meu tema de hoje é um gênero beeem comum nas filas-para-resolver-pendências-de-aposentadoria-e-afins: os velhinhos.

Sejam sinceros: quem aqui nunca teve que esperar numa fila chata e sentou-se ao lado de um legítimo representante da terceira idade querendo conversar?

É sério!! Eles são muito conversadores (e olha que nem é porque eu falo muito, já que em geral eles falam e a gente escuta, né?), mas muito sozinhos.

Eu acho muito triste isso: a maior parte das pessoas, envolvidas com as atribulações da vida diária, esquece dos parentes velinhos. Tem de tudo nessas histórias: filhos que mudaram para outros estados e não ligam mais, pessoas que já enterraram a família toda e nem tem para quem ligar, aqueles que foram solteirões a vida inteira e quando passaram dos 65 não tinham família... Copacabana é o bairro do Rio conm a maior concentração deles. É triiiiste de dar dó.

Mas tem uns que são peças raras: já estão no 3o ou 4o casamento, participam de grupos de terceira idade, vão a jantares dançantes, namoram e praticam esportes... e as senhoras de cabelos roxos, rosas e verdes?? Essas eu admiro muito. Quero ser que nem elas quando crescer!!

Por que eu estou falando disso? Na verdade por nenhum motivo especial... É que vi um casal de velinhos aqui perto da minha casa. Mas daqueles bem fofos, sabem? E juntos deviam somar uns 160 anos. O senhor, muito fraquinho, andava apoiando sua esposa... e eles demonstravam tanto amor e carinho um pelo outro que eu me distraí olhando e engarrafei o trânsito. Mas achei tão lindo o cavalheiro levando sua dama pelo braço, e oferecendo um apoio que ele mal está certo de ter para ela subir um degrau na calçada. E no metrô, então? Quando alguns maridos, ao perceberem um assento vago, chamam sua senhora pelo braço e a acomodam ali (sim, porque hoje em dia é raro ver um marmanjo - ou marmanja - que se digne a levantar e ceder seu lugar)... rezo para comigo ser assim.

Quando somos novos raramente pensamos na velhice. A gente sabe que um dia acontecerá, mas demora para finalmente "cair a ficha" de que um dia ficaremos mais lentos, mais fracos, mais frágeis... que não poderemos mais dirigir e ao entrarmos no ônibus vamos demorar uns 3 minutos para subir e outros 2 para mostrar a carteirinha para o motorista, enquanto os demais passageiros nos xingam em silêncio (ou não) pelos minutos perdidos.

Deve ser engraçado, para eles, olhar ao redor e ver um monte de gente os ultrapassando, apressados, preocupados com sua vida.

Espero que quando chegar à idade dos meus avós, seja como eles: sem a pressa e ansiedade que me atormentam... com a maturidade e plenitude que apenas uma vida bem vivida consegue formar... e aquele ar de quem tem muito a ensinar, se os netos sentarem por alguns minutos dispostos a aprender.

Acho que para isso tenho que prestar atenção na minha vida desde agora. Tentar vivê-la com generosidade.

É bem pior viver uma vida errada do que levar cinco minutos para embarcar no ônibus, ou vinte para dar a volta no quarteirão.

Monday, December 06, 2004

É Big, é big, é big, é big, é big

Hoje é (está sendo) o aniversário da Suki, também conhecida como a irmã Borges mais nova, ou aquela que não faz festas de aniversário.

Talvez seja porque nasceu em dezembro, quando ou as pessoas estão em provas finais ou já estão de férias. Ou talvez seja porque tem como irmãs mais velhas duas senhoritas muito festeiras. Talvez seja porque é meio pão-dura desde novinha.

Fato é que a caçulinha da família, desde que passou a ter ingerência sobre suas festas de aniversário, passou a dispensar grandes produções e comemorar suas primaveras só com a família.

Quem nos conhece sabe que somos muito parecidas: fisicamente e no jeito de falar. Mas sabe também que tem um oceano de diferenças que nos separam: Suki é mais centrada, mais serena, mais inteligente, mais bonita e muito, mais muito mais madura do que a irmã mais velha aqui. E eu tenho o maior orgulho dela, que é sinistrona e só tira notão na faculdade mega-hiper-ultra difícil que cursa!!


(essa é uma fotinha dela... olha que lindona)

Neném, muitos parabéns da irmã mais velha aqui, que te ama com todo o coração.

Beijocas.

Posted by Hello

Thursday, December 02, 2004

Pergunta

Os esquimós são americanos ????

Dá um trabalhão!!

Queridos leitores,

Prometo me esforçar para este espaço não ficar monotemático, mas alguém aí tem noção do trabalhão que dá organizar um casamento? A quantidade imensa de detalhes? E o problema de quem convidar?

Vou ser sincera, minha lista já está tão grande que tenho sérias dúvidas se dará para convidar o Felipe para o evento.

Será que dá para casar sem noivo?

Beijocas.


Powered by Blogger