Para quem eu diria sim
Aviso e comunico: esse será um post sobre as minhas paixões.
A primeira grande paixão da minha vida foi um menino que tinha na minha pré-alfabetização... o nome dele era Vítor, se não me falha a memória. E eu o dividia com duas outras amigas (a Lara e a Lia). Acho que foi a primeira vez que eu descobri que garotos existiam.
Minha paixão de papel seguinte, na verdade, veio com um agravante. Além de não existir no plano real, ele era um cachorro. Era o Dartagnan, o cãozinho espadachim do desenho do "Clube da Criança". Eu achava o tema da abertura ("Dartagnan, Dartagnan é um valente e forte/Dartagnan, Dartagnan, a enfrentar a morte...") o máximo. Até cantei essa música uma vez no programa da Xuxa (na época em que ainda passava na extinta TV Manchete).
Depois de um intervalo razoável, me apaixonei perdidamente, na 3ª série, pelo Antony, personagem de uma série de livros entitulada “O Pequeno Vampiro” (que ainda existe), mas o troquei rapidamente pelo Almanzo (o nome é esse mesmo... não escrevi errado não) quando, no ano seguinte, cheguei ao 5º volume de uma outra série que guardo até hoje (sobre a vida de uma americana chamada Laura Ingalls).
Saindo dos livros para o cinema, caí de amores pelo arqueólogo-arrojado-e-professor-tímido Henry Jones Jr, mais conhecido como Indiana, ou Indy, para os íntimos. Assisti a seus filmes até decorar as falas todas.
Aí os desenhos voltaram a me influenciar, e meu primeiro escolhido foi o Seya, dos “Cavaleiros do Zodíaco” (série que, aliás, voltou a passar no Cartoon!). Não me perguntem porquê, mas achava o adolescente magrelo que tirava sua força da constelação de Pégasus o máximo... não perdia um desenho e até gravava!
Mais tarde descobri os X-Men. E o Volverine!! Logan me chamou a atenção primeiro nos quadrinhos e depois lá no desenho que passava na emissora do falecido Roberto Marinho. De-tes-tava a outrazinha que desprezava seu coração. E quando o filme saiu, a personificação do mutante violento-mas-bonzinho feita por Hugh Jackman me deixou passada.
Do Volverine voltei para os livros, e me apeixonei perdidamente pelo Rei Arthur!! Quer alguém mais perturbado do que isso? Devorava qualquer livro que contivesse passagens falando do meu herói predileto lá pelos meus 14 anos. E rezava à noite pedindo para Deus castigar bastante aquele traidor do Lancelot e a p. da tal da Guinevere. Humpf! O personagem épico inglês não personifica tudo o que eu mais queria em um homem? Olha só: sinceridade, fidelidade aos companheiros e aos seus ideais e coragem, com um toque de barba mal-feita e cabelos desgrenhados... ai, ai, ai. Só bem mais pra frente fui cair na real e entender que ele devia ser fedido à beça (porque não tomava banho) e provavelmente nem foi rei coisa nenhuma.
Ao longo dessa trajetória garotos de carne e osso pouco me interessavam. Sinceramente? Eles eram muito bobocas, não tinham super-poderes nem eram educados e cavaleiros como os moçoilos de antigamente.
Mas aí as coisas passaram a mudar, e os meninos da minha escola, a me interessar. Não vou contar detalhes escabrosos, porque eles não existem. Na escola eu era muito comportada (de verdade) e raramente ficava com alguém (é possível contar nos dedos de uma mão o número de garotos que eu beijei até entrar na faculdade). No máximo ficava hooooras conversando com alguém, passando recreios juntos, até o carinha desistir de mim e ir paquerar uma menina menos enrolada.
Óbvio que tive paixões platônicas. A mais duradoura foi por um menino que vou chamar aqui de Elvis (para proteger sua identidade). A escola inteira sabia que eu era caidinha de amores pelo rapaz, inclusive, é claro, ele próprio, que sempre fez questão de ser muito meu amigo. E só. Humpf! Eu chorava escondida, me enchia de esperanças se eu espirrasse e ele falasse "saúde", escrevia trechos de músicas românticas na agenda e esperava algo acontecer.
Ele era meio pegador (ou galinha, depende do ponto de vista), e ficou, eu acho, com 90% das meninas pegáveis na escola àquela época (menos comigo, óbvioevidente). O problema é que eu ficava esperando um príncipe com cavalo branco (já escrevi aqui sobre meu sonho de ser princesa) e os rapazes de 18 ou 19 anos com hormônios em ebulição não me pareciam muito princepescos.
A faculdade merece uma história à parte... não apenas pelos namorados, mas também pelas estripulias na época de solteira - algumas parecendo extrados de "Sex and the City". Mas foi uma época interessante, onde eu desvendei vários mistérios do mundo masculino (como, por exemplo, que homens em geral são mais supersticiosos do que a gente – em especial quando se trata de futebol – ou que são muito, mas muito inseguros – e eu achava que insegurança era uma coisa feminina), e me surgiram outras dúvidas. Mas esse é um assunto para um próximo post.
Beijocas.
PS: Carlinha, pode deixar que você receberá seu alfajor.
PS2: Felipe e Fabrício, não adianta colocar “ok” para o mesmo comentário entrar várias vezes, porque do ponto de vista dos prêmios prometidos eles contam só uma vez.
PS3: Meu lindo, deixa de ser bobo.



