Vivendo no Mundo da Lua

Thursday, September 23, 2004

25 coisas que você não pode deixar de fazer depois que faz vinte e cinco anos

1 - Deixar de fazer festa de aniversário, com direito a pose e parabéns (nem que você mesma tenha que animar seu próprio parabéns).

2 - Comemorar em grande estilo o Dia das Crianças (e esse que está chegando não vai ser o meu último, leitores).

3 - Deixar de usar as roupas coloridas e/ou meio infantis que você costumava usar.

4 - Perder a sua fama de meio doidivanas em ambientes caretas como trabalho, festas e família.

5 - Parar de gostar de brindes do McDonalds (agora eu quero completar a coleção de joguinhos do Mc Lanche Feliz).

6 - Deixar de brincar de videoclipe, de show e de desfile de moda.

7 - Perder a fama de superdengosa.

8 - Passar a achar que crianças são chatas ou dão trabalho.

9 - Deixar de seguir teorias malucas do estilo: o mundo se divide entre quem gosta de sorvete de pistache e quem ama pasta de amendoim.

10 - Parar de levar tombos na rua (é horrível, mas a gente se apega).

11 - Parar de derrubar, por acidente, café nas pessoas (é horrível, mas a gente também se apega).

12 - Deixar de ver (e comentar) o Oscar e o Video Music Awards.

13 - Parar de fazer coisas terríveis como mandar e-mails errados, ou com declarações extravagantes, para gatinhos e depois querer morrer.

14 - Parar de ter a bolsa bagunçada e o celular perdido no meio dela.

15 - Controlar a o volume da gargalhada.

16 - Deixar de ter ataques de riso em horas impróprias.

17 - Parar de ligar para os amigos às 2h da manhã ou de receber ligações deles nesses horários.

18 - Deixar de dar festas que destroem o seu apartamento.

19 - Deixar de ver os seriados bobos e passar a preferir Discovery Channel ou o People and Arts (se bem que eu adoro o P&A... mas nada que me faça abandonar meus enlatados).

20 - Nunca mais fazer coisas idiotas e ridículas como ligar e desligar o telefone na cara de um gatinha na hora em que ele atender.

21 - Abominar garotas-salada (daquelas que no restaurante/lanchonete/coisa-que-o-valha, ao invés de ficar em dúvida entre um filé a oswaldo aranha, um galeto com batata-frita e farofa ou um filé à parmegiana, fala assim: "- Eu queria uma saladinha... Pode ser uma salada verde mesmo. Ah, e uma água sem gás."). Eu vou até a morte liderar o movimento em defesa da junk food e das sobremesas.

22 - Resolver entrar em um programa para me livrar da dependência do hábito de escrever imeios (é sério: passo muito tempo divagando via correio eletrônico... e ficar sem me comunicar me deixa com síndrome de abstinência - porque pegar o telefone e simplesmente conversar deixou de ser normal).

23 - Não pode inventar que vai começar a falar como uma pessoa normal, em um montante adequado à vida em sociedade (porque eu falo muito... mas muito mesmo; adoro um bom papo-furado).

24 - Elaborar planos infalíveis para arrumar gatinhos para as amigas (sim, rapazes, quando temos uma amiga afins de alguém, somos capazes de armar estratégias parecidas com as de uma guerra nuclear só para conseguir unir os pombinhos... Passamos horas - ou dias - em frente a um tabuleiro de War imaginário planejando o que podemos fazer para, simplesmente, atrair a pessoa para perto da gente de um jeito tão perfeito que ela não tenha nenhuma
alternativa que não seja ficar com nossa amiga. O fundamental é armar um plano perfeito).

25 - Frequentar eventos como festas da faculdade, chopes de turma, jogos jurídicos... porque inventei que de repende estou muito velha para essas coisas.

Wednesday, September 22, 2004

1/4 de século


É big, é big, é big, é big, é big
É hora, é hora, é hora, é hora, é hora
Rá ti bum!
Lo-LO-CA, LO-LO-CA, LO-LO-CA !!!!!!

Birthday

Como meus leitores queridos devem ter imaginado hoje é meu aniversário!!!! Oba!! U-hu!! Eu ADORO fazer aniversários!!

Quando era menor, tinha várias festas... tudo era milimetricamente planejado por mamãe Borges, conscienciosa de que só se faz X anos uma vez (troque X por todas as idades que eu completei na vida). Os preparativos começavam semanas antes. Aniversário tinha cheiro gostoso, de doces cozinhando na panela... e tinha ar de bagunça na casa, quando todos os apetrechos comprados para a decoração temática ficavam espalhados na sala. Aniversário sempre significava agitação na família.

Quando bem pequena mesmo sempre tinha uma festinha na escola, uma aqui em casa com a família do Rio, uma mega-festa em outubro (daquelas temáticas, com direito a lembrancinha, painel, bolo decorado e etc) junto com a Louce (irmã Borges que completa 22 primaveras em novembro) e uma festinha com a família de Friburgo. Eu adorava!! Mas mamãe parou com isso quando descobriu que eu contava como se estivesse fazendo anos todas as vezes que tinha festa (ou seja, eu envelhecia de 3 a 4 anos todos os anos).

Mas na verdade adorava (e adoro até hoje) aniversários... meu e dos outros. Amo ajudar, fazer bolo e docinhos, comer o bolo e os docinhos, dar presentes, ganhar presentes, cantar parabéns (todo mundo vai lá pra trás do bolo todo sem graça e tal... eu não. Vou toda contenta, puxo mais musiquinhas, faço um milhão de poses...).

Inicialmente nossa função principal (minha e das minhas irmãs) era passar os docinhos no granulado e no açúcar (enrolar os docinhos e, posteriormente fazer a massa foram promoções ganhas por mérito). A mamãe tentava vigiar, mas sempre tinha que calcular algo como uma lata de leite condensado a mais de cada docinho (pra já descontar aqueles que comeríamos enquanto estávamos fazendo e aqueles que roubávamos das bandejas antes da festa começar).
Olha só como é legal: você ganha uma roupa especial para usar no dia, espera os convidados toda faceira e, gradualmente, deposita os presentes ganhos sobre a cama, com o cuidado de enfiar os embrulhos desfeitos debaixo dela. Depois passa horas recebendo as pessoas, comendo à beça e, finalmente, ir pra detrás do bolo para o tão esperado “Parabéns pra Você” (com suas variações da Xuxa e do Carequinha), o “Derrama Senhor” e o “Com-quem-será-que-a-Heloisa-vai-casar” engatado na seqüência.
E até hoje depois disso ninguém sai daqui de casa sem o popular “pratinho”, com um bom pedaço de bolo e docinhos que foram separados especialmente para dar para as visitas levarem e comerem no dia seguinte.
Bom... isso é um pouco mentira. Até mais ou menos 12 anos eu sempre arrumava alguma coisa pra emburrar e fazer birra no dia da festa, mesmo depois de todo o trabalhão que minha mamãe tinha tido para prepará-la. Eu já falei que era uma criança insuportável? Eu era... não sei como a Moca não me deu para o homem do saco.
Nunca deixei de gostar de aniversários. Mesmo na adolescência, quando a chatice detonada pelos hormônios parece inevitável. Adorava as festas dos primos mais novos, e amigos das minhas irmãs, e SEMPRE terminava animando a festa, inventando brincadeiras para a criançada, e me divertindo horrores. Além disso, festas são verdadeiras minas de ouro para criaturas que adoram bobagens de comer como eu (onde mais é perfeitamente aceitável encher a cara de mini-cachorro quentes, docinhos, coxinhas ou risoles ou quaisquer outros salgados fritos, e comer ainda muito bolo, pipoca e balas ao som de crianças sapateando sobre brigadeiros caídos e gritando ensandecidamente, interrompido por eventuais balões estourando?
E o lance da idade, então? Quando eu tinha sete anos, achava que o créme de la créme era chegar aos 11 – aí poderia ingressar no seleto clube dos ginasiais, gente muito grande que chamava a professora de professora (e não de tia), usava cadernos universitários, caneta e liquid paper, tinha História e Geografia em vez de Estudos Sociais, Química, Biologia e Física ao invés de Cirências e tinha recreio em horário distinto dos pirralhos do primário.
Daí, ao atingir a meta dos dois dígitos de idade (e mais um), passei a contar os dias para fazer 14. Isso sim era o bicho: as pessoas de 14 jogavam muito melhor que a gente, pareciam enormes e soberanas na escola e beijavam na boca!! (sim, porque aos 11-12 anos eu nem sonhava em ter namorado e beijar na boca). E depois 14 era a idade em que a gente começava a planejar os 15 anos, idade mágica para qualquer moçoila, mesmo as mais descoladas que como eu trocaram a festa por um intercâmbio na Inglaterra.
Quando cheguei aos 15, queria logo que o ano acabasse para entrar no Segundo Grau. O Segundo Grau era o máximo, tinha os meninos mais gatos e usava uniforme diferente. Além disso, a gincana do 2º Grau podia ser realizada do lado de fora da escola e eles tinham aulas de laboratório à tarde (o que implicava almoçar em algum restaurante próximo e voltar para ter aula... o máximo dos máximos da adultice).
Na verdade eu já era metida, porque era vice-presidente (aos 14/15) e depois presidente ( 15/16) do Grêmio e conhecia “a galera mais velha”... e tinha feito intercâmbio na Inglaterra... mandona que só eu, não sei como não criei inimigos mortais no saudoso Zacca. Mas já nessa época, apesar de toda a metidez, eu passei a querer mesmo ter 18. Ah!, quando eu tivesse 18... Regozijava-me pensando que já seria uma adulta completa, dotada de carteira de motorista e matrícula na faculdade, com todos os opcionais de “apartamento próprio”, “carro”, “carreira sólida e estável” e “não ter hora para chegar em casa”.
Passaram-se os anos de faculdade... 18, 19, 20, 21, 22... E nada de virar adulta! Da faculdade para o Mestrado, a sensação era de ainda não ter crescido... a carreira “sólida e estável” era sonho distante. Passei a faculdade com os simpáticos “vinte e poucos” e agora que novamente chegou o 22 de setembro, adentro a fatídica metade dos “quase 30”.
Um quarto de século!! Nooooooooosa... lá nos meus sete anos eu achava que quem tinha 25 era muito, mas muito velha mesmo.
E aí bate uma bad trip por causa da ausência dos acessórios lá em cima mencionados. Mas se parar para pensar, olha que monte de coisas legais aconteceram, quanta gente bacana eu conheci e ainda vou conhecer, e quanto tempo ainda tenho pela frente. A carreira “sólida e próspera” já começou, mas o carro e casa própria ficam para aniversários futuros.

Obrigada pelos muitos desejos de felicidades, meus queridos!! Adorei os scraps no orkut, as mensagens de texto, os telefonemas e imeios e os abraços ao vivo. Carlinha, amei a mensagem no seu flog. Meu lindo, obrigada pelo presente e pela cesta de café da manhã. Irmãs, obrigada pelos presentes e pelo megahipersuper café da manhã. Papai e Mamãe Borges, obrigada pelos muitos presentes (segundo a Louce e a Suki hoje era Natal), pelo carinho, pela paciência e dedicação... mas principalmente pelo olhar de orgulho que vocês tinham hoje de manhã para com a filhinha perdida aqui.

Muitas beijocas.




Tuesday, September 21, 2004



Zephyr que comanda o ar! Levante-me para que eu possa voar!

Posted by Hello

Somos todas burras?

É engraçado: a gente discute à beça sobre "relacionamentos"... Tanto que às vezes chega a desistir de tentar ingressar em um novo.

Frases feitas (mas muitas vezes ditas com tanta certeza que assustam) como "homem é assim mesmo" ou "mulher é tudo burra" às vezes assustavam a moça romântica que agora vos escreve.

Sim, porque eu sou romântica até o fundo da alma. Daquelas que acredita no amor de verdade. E adora filmes "para meninas". E tem CDs gravados com músicas meladas nacionais e internacionais.

Só que não andava encontrando pessoas muito bacanas por aí... ou pelo menos, não encontrava pessoas que fossem bacanas comigo.

Mas agora encontrei.

Então se me disserem que "homem é tudo de um jeito", eu encho a boca pra mandar tirar meu namorado desse clichê... e no domingo quando a frase da roda foi que "mulher é tudo burra", respondi que às vezes, quando menos esperamos, a vida nos dá um presente.

Beijocas especiais para uma pessoa que nunca entra aqui pra ler minhas sandices.

PS: Também porque sem ele esse último mês teria sido insuportável.


Prometo que aqui acaba (pelo menos por essa semana) a série de posts com fotinhas... Essa aí foi tirada no casamento de uma prima minha, na sexta passada. Olha que lindão é o meu namorado!!
Posted by Hello

Treinos


Voltamos aos treinos!!

Quem em sã consciência acha legal passar o dia inteiro na Uerj jogando, voltar para casa com alguns hematomas e ficar pelo menos os dois dias seguintes reclamando de dores no corpo todo?

Bom... essas duas moças aí da fotinhas são apenas representantes do grupo que voltou a se encontrar em quadra no domingo.

Beijão pra todas. Posted by Hello

Pois é...

Tirei férias...

Mas não foram férias daquelas em que viajamos para lugares bacanas, acordamos cedo, andamos à beça e voltamos com milhares de fotinhas... foi um outro tipo de férias, um tipo que eu já tinha esquecido que existia, e como era bom: tirei férias da minha vida.

Eu explico: entrei em reclusão e descansei... depois de tirar todas as minhas horas de sono atrasadas, aproveitei para fazer todas aquelas coisas que eu não fazia porque não tinha tempo, como tirar um dia para vasculhar livrarias atrás de coisas interessantes, ir a uma Feira do Livro, dar uma de madame e virar íntima do salá de beleza, fazer exercícios... e quando a gente entra nesse ritmo (de acordar tarde, ler o jornal, comer, ver os programas da tarde da TV (e reclamar que a programação é ruim), dormir, jantar, bater papo e dormir de novo), os dias passam rápido, se transformam em semanas e a gente percebe que sumiu quando começa a receber ligações com a pergunta "você está viva".
Pois bem... finalmente acabou o meu recesso. E após finalmente limpar minha caixa de imeios, voltei pra cá, porque fiquei quase um mês com divagações apenas mentais. E quando comecei a conversar em voz alta comigo mesma achei mais saudável voltar a conversar com leitores imaginários.
E agora estou pronta pra arrumar minha vida (ou pelo mesno para começar a arrumá-la), já que arrumei minha cabeça.
Beijocas, queridos. Estava com saudades.

De volta!!


Pois é... voltei à vida!! Olha a minha cara de mestra aí. Posted by Hello

Saturday, September 04, 2004

Loloquianas

Olá!!!

Queridos leitores, agora quem vos escreve é a MESTRA Loloca!!!! Cheers A defesa foi ótima, a banca elogiou muitão minha dissertação, a qual foi aprovada sem restrições. Muito obrigada a todos que foram lá me assistir, ou bebemorar comigo depois.

A idéia agora era viajar, mas tenho um namorado atrasildo que está me dando um chá de cadeira, então estou assistindo Inglaterra vs Áustria pelas Eliminatórias Européias para a Copa 2006. A opção era assistir Grêmio e Botafogo com o Galvão Bueno... eu nem me incomodaria em assistir ao jogo, mas aguentar o Galvão é demais... se bem que o locutor da ESPN acabou de confundir Hungria com Turquia (!?!); ainda falou "A Inglaterra empatou com a Hungria jogando em casa, em Istambul" AAAAAAAAAAAAARHG!! ALOOOUU!! NINGUÉM MERECE!!! Depois mulher é que não entende de futebol (Humpf!)... ou de Geografia, néam?

Agora mudei meu tópico favorito: se antes eram as Olimpíadas, agora é o "Projeto Rumo à Alemanha 2006". Quero muuuuuuuuuuito estar lá... então se vocês tiverem algum $$ e quiserem contribuir eu aceito, viram? (lembrem-se que eu poderia estar roubando, matando, mas estou aqui, honestamente, pedindo uma ajuda a vocês e etc...)

Dani, comprei um livro do Vinícius de Moraes muito bom!! Chama-se "Para uma menina com uma flor". Você gosta do Vinícius?


O Felipe comprou um livro também... de crônicas, mas eu não me lembro qual. É tão bom ter um namorado que não se incomoda de você combinar de ir no cinema e perder a sessão porque esqueceu da vida numa livraria...

Vou descansar agora durante o feriado, lá em Nova Friburgo City (isto é, se o Felipe conseguir chegar aqui em casa, porque eu já estou achando que ele me esqueceu), e na semana que vem pretendo voltar de baterias recarregadas.

Muitas beijocas, leitores.






Thursday, September 02, 2004

É hoje!!

Rezem por mim, leitores.

Wednesday, September 01, 2004

Minhas lindas irmãs

O meu namorado (ai ai ai) sempre comenta que acha muito legal a relação que eu tenho com as duas mocinhas mais importantes da minha vida.

Na verdade, eu acho que sempre quis ter muitos filhos justamente porque queria que eles tivessem irmãos ou irmãs tão legais quanto as minhas, que pudessem ter esse misto de amiga e confidente que além de ser parecida com você, mora na mesma casa, te entende e defende com unhas e dentes (uma frase comum de ouvir de nós é: "Não fala assim da MINHA IRMÃ"... essas últimas palavras ditas com a voz cheia de orgulho).

Quanto éramos pequeninas e mamãe brigava com a gente, sempre defendíamos umas às outras. Podíamos estar nos estapeando, mas se a Moca se metesse no meio, era CERTO que uma iria defender a outra. E se uma ficasse de castigo, a outra fazia questão de ir ficar de castigo também (para fazer companhia) - até hoje mamãe conta isso morrendo de rir.

Isso não quer dizer que não brigássemos: brigávamos à beça. Com direito a tapas e etc... Só que a briga era só nossa, entenderam? Era horrível: nos xingávamos como todos os irmãos fazem e etc... mas sempre nos defendíamos.

E sempre que a vida se torna uma correria, o que mais faz falta é tempo para ficar com minhas irmãzinhas lindonas (na época em que eu 'tava fazendo duas faculdades e estagiando na Ipiranga, às vezes passava dias sem encontrar com elas).

E olha que a relação tinha tudo para dar errado: somos parecidas demais, todas mimadas, manhosas, teimosas... temos sempre certeza de estar certíssima e defendemos qualquer teoria absurda que esteja em nossas cabecinhas. Até hoje quem não conhece se irrita com a quantidade de discussões absolutamente irrelevantes que nos metemos. Cada uma, para defender seu peculiar ponto de vista, cria teorias. Milhares delas. Pior de tudo: não há como fazer-nos mudar mais de opinião – e nem convencer do contrário.

Mas depois de um tempo elas passaram a ser minhas irmãs mais velhas, e eu a irmãzinha menor. Elas são TUDO pra mim!

E plagiando aqui uma frase que a Pan mandou ontem ("Amigo que é amigo não entra pra separar a briga; chega dando voadora!"), irmã que é irmã faz o mesmo.

Bom, agora eu REALMENTE tenho que me concentrar.

Muuuuuuuuuuuuuitas beijocas, leitores.

Pausa para os comerciais

Todos me perguntam como eu consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo...
Bom, no meu caso o truque para ter disposição, é se impor metas... eu só trabalho com metas do tipo: tenho que ir e voltar em menos de 30min, tenho que ler (ou escrever) 'X' páginas até tal hora... sempre faço isso. E em geral as metas são meio impossíveis (que é para eu me esforçar bastante e ficarfrustrada porque não consegui cumprí-las).
Essa história de escrever em blog é um perigo, porque várias coisas vêm à minha mente. Para tentar se uma pessoa mais objetiva, fui ler um texto sobre concisão. Só que eu realmente não acredito em um texto sobre concisão que logo no começo tem a seguinte frase:"Textos prolixos, obtusos, pomposos, verborrágicos não são uma exclusividade do advogado brasileiro". Ei!! A pessoa usou não UM, mas QUATRO adjetivos (e adjetivos não usuais; ou seja: o próprio autor é pomposo tb) para caracterizar textos escritos pelos advogados brasileiros, criticando justamente a AUSÊNCIA de concisão. COMASSIM?? Um só já bastava, passava a idéia. O parágrafo anterior termina comuma frase com dois adjetivos (o que já demonstra um desejo secretopela redundância), e logo em seguida o segundo parágrafo começa com osupracitado perídod. NÃO PODE SER REAL!! Eu pelo menos aviso logo que escrevo à beça.
Ontem parei na banca de jornal aqui em frente de casa. Eu já contei que quando pequena eu queria trabalhar em banca de jornal? O motivo é OBVIOEVIDENTE, né? Eu poderia ler TODAS as publicações degraça!! Logo, passar o dia todo numa delas só podia ser bom negócio! Na verdade, quando eu era menor, queria que a profissão do meu pai fosse "dono de livraria" ou "dono de banca de jornal". Mas ele era sempre algo como "gerente de planejamento" ou "gerente de compras"... (demorou um tempo para eu saber explicar exatamente o que ele fazia).
Eu nunca sonhei em ser economista ou advogada. E olha que eu sonho bastante. Mas nem que me esforce muito vou lembrar de tudo que já quis ser.
Bom, sonhos impossíveis não contam, né? Além de atleta olímpica eu queria ser princesa... adorava aquele sonho, e inclusive ensaiava aquele "tchauzinho" discreto que princesas têm que fazer, e me imaginava quebrando os protocolos todos, ai ai ai. Eu queria MUITO ser princesa!!
Na verdade, a primeira profissão que me vem à mente é professora mesmo... eu dava aula para minhas irmãs, minhas primas... Havia um quadro e duas carteiras (de verdade, daquelas que abrem pra vc guardar coisa embaixo do tampo), e eu passava hooooras com aquilo (com direito a dever de casa, textos e provas preparados e rodados em mimeógrafo e etc). A Louce e a Suki sempre sabiam um monte de coisas adiantadas na escola, porque eu já tinha ensinado... tanto que uma vez que professora da Suki pediu pra mamãe não me deixar mais ensinar nada porque ela perdia o interesse pela aula se já sabia as coisas.
Outra coisa que sempre quis ser era burocrata!! PROMETOJUROGARANTO que não estou mentindo!! Ia pro trabalho de papai e ficava hoooooras preenchendo formulários, requisições e etc. E aí trazia tudo aqui pra casa e ficava brincando de escritório. Para falar comigo tinha que preencher formulário em três vias, entregar a rosa, guardar a azul e protocolar (com a mamãe) a amarela (observação: o Felipe acha melhor tirar essa parte da divagação, porque é capaz de me internarem... mas eu sou uma pessoa estranha mesmo. Por exemplo, sou a única pessoa que conheço que lê manuais de instrução, do início ao fim, sempre que ganha ou compra algum aparelho eletrônico).Mas até hoje eu REALMENTE não me incomodo com burocracias.
Com o fim da adolescência, tive de escolher o que fazer da vida. E o que fazer da vida envolve muita coisa. É horrível fazer pessoas com 17 anos tomar uma decisão dessas. Aí assinalei um monte de coisas no vestibular e acabei fazendo direito e economia mesmo, e tive que esperar algum tempo para poder brincar também.
E foi assim que eu cheguei a esse momento confuso em que estou agora.


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