FELIZ ANIVERSÁRIO PARA O FELIPE!!
Como saber se você gosta de alguém? É fácil:
1 – É uma pessoa cujas ligações nunca incomodam, e de quem visitas inesperadas são sempre bem-vindas?
2 – Essa é a primeira pessoa para quem você liga quando acontece algo legal? E é no ombro dela que vai chorar quando dá tudo errado no seu dia?
4 – Você é capaz de falar horas e horas sobre ele, sobre o que ele fez ou disse e coisas assim, até que não tenha mais ninguém minimamente disposto a te ouvir?
5 – Ele é a única pessoa capaz de te fazer sorrir quando queria mesmo era chorar?
6 – É seu amor? Real E imaginário?
Quando vocês pensam nessa pergunta, o rosto de quem surge nas mentes dos meus queridos leitores? Para mim a resposta é fácil.
De vez em quando pessoas que não me conhecem direito têm a impressão errada de que eu sou uma menina boazinha, acertada e correta. Não sabem da missa a metade, os pobres… Houve um tempo – não tão atrás assim - em que tentei não seguir as regras da convivência humana. Uma crise de adolescência tardia que me levou a atitudes ligeiramente auto-destrutivas... E sabem o que mais? Quando eu já estava desistindo reapareceu na minha vida um moço chamado Felipe.
Reapareceu porque eu já conhecia o rapazinho em quem acordo todos os dias pensando há alguns anos... mas foi só esse ano que as margaridas tiveram que se esconder, porque eu resolvi pegar florzinhas e começar a tirar pétala por pétala só para saber se ele estava destinado ou não a ficar do meu lado.
Poderia ter passado ainda muito tempo fazendo aqueles joguinhos de contar letras dos nomes (meu e dele), ou pulando corda cantando o alfabeto até errar e descobrir como começaria o nome do meu futuro marido e outras besteiras do gênero. Como último recurso tinha ainda aquela célebre simpatia para ser feita no dia de Santo Antônio (mas aí ia ter que esperar quase um ano): escrever os pretendentes em pequenos pedaços de papel, dobrá-los todos da mesma forma e colocá-los em uma bacia (virgem, claro) com água - no dia seguinte, o papel que estivesse desenrolado seria o felizardo (mas e aí se não abrisse nenhum? E se abrissem todos? Complicado isso...)
Nem precisei de tudo isso, porque o moço em questão objeto das minhas atenções prestou atenção rapidinho onde que tantos imeios queriam chegar.
Tem gente que pensa que para conquistar um coração é preciso gastar uma dinheirama, se comportar muito bregamente contratando seresteiros e fazer papelão em público (sinceramente, agradeço nunca terem feito isso comigo, porque demonstrações amorosas típicas de "Domingo Legal" são boas para rir com a tv, mas embaraçosas por demais)... O céu é o limite para corações loucos de paixonite aguda. Humpf! Não sabem nada e deveriam tomar umas aulas com o meu amor.
É só escutar o que a gente fala... e rir das nossas besteiras e esquisitices. Ah, e se interessar pelos livros que a gente lê (pelos hobbies em geral, viram rapazes?) E nos afirmar que estamos lindas o tempo todo (adoro ouvir isso), e elogiar a roupa quando entramos no carro... e ter paciência com nossas amigas tagarelas, e achar engraçado quando temos treino numa sexta-feira à noite, ou não se incomodar com programações alucinadas. É aconselhável ligar no meio do dia para mandar um beijo.
Tudo bem: ele não gosta dos meus CDs esquizofrênicos – mas me deixa escutá-los no carro, considera meu All Star rosa algo meio estranho (“fashion”, disfarça ele), ri de mim o tempo todo e é meio perdido, conseguindo ser mais atrasildo que eu.
Mas eu juro por esses olhos que a terra há de comer: é difícil reclamar do Felipe. Nem que eu quisesse muito eu conseguia. Meu namorado não erra! No máximo, se engana um bocadinho. E compensa todos os meus defeitos com suas qualidades.
É um rapaz ajuizado e muito trabalhador, com um senso de responsabilidade que sempre me surpreende, e um formalismo estranho que me diverte. Quem mais vocês conhecem que escreve um imeio para a namorada dizendo que o hábito da leitura é “deveras salutar” e assina com nome e sobrenome? E quando eu faço uma pergunta absurda e ele leva a sério e emposta a voz para responder? Ai, ai, ai como me divirto com esse mocinho.
Se eu soubesse, lá nos meus tenros 15 anos, que dez anos mais tarde haveria um mocinho sensacional reservado para entrar na minha vida teria passado esse tempo muuuuuito mais tranqüila, sem tantas crises de coração partido. Ele desperta em mim a vontade de ser uma pessoa melhor, de me esforçar mais para ser tudo o que eu posso. E me faz sorrir como nenhum outro.
HOJE ELE FAZ ANIVERSÁRIO!! MUUUUITOS PARABÉNS, MEU LINDO.
DESEJO, DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO, TUDO DE MELHOR PARA VOCÊ.

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